Há algo indescritível
Que acontece por dentro
Na imensidão da alma
Mas voa como no vento
Impressiona à luz calma
Na eternidade do momento
Sereno rio de imagens
Vistas a olhares semi-pertos
Cristalinas faces do sonho
Vivido a olhos despertos
Viagem de eternos segundos
Por universos abertos
Quando a tela das pupilas
Pousa a beira do extasiar
Algo inverte os rumos
As maravilhas se põem a esvaziar
O teclado surge do infinito
E me vejo na realidade a re-pousar
(Ferluthe, 22/08/2007)