Imaginei-te em vôos altos...
Nas alturas onde eriça a tez...
E humilde desci aos saltos...
Retornando à réles pequenez...
Dos versos rimados insensatos...
Olhei com os olhos de menino...
Sonhando vôos na sombra do perfume...
Articulando sentimentos abstratos...
Distantes como as pérolas vitríneas...
Mas visíveis com luminiscência pálida...
Logo ali no horizonte do crescer...
Ao olhar afoito da juventude imatura...
Queria voar ao lado e abraçar sem medo...
Correr riscos pousando em penhascos...
Surfar num mar de desejos acima do ser...
Para acordar do sonho ao ouvir a voz...
Que cala e manda viver, amadurecer e voltar...
A visão de homem também voava...
Mas compartilhava coisas profundas...
Numa dimensão não imaginada antes...
Num patamar de sonhos cúmplices...
Adornados de almas nuas e cruas...
Livres para amar, sonhar e voar-te vida...